Autor: Igor Stramandinoli Moita Pontes

Portfólio de Renda Fixa
TAESA
Credit Research Report
Resultados 3T25 | Dezembro 2025

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (TAESA) é uma das maiores empresas privadas de transmissão de energia elétrica no Brasil, com presença em 18 estados e um portfólio diversificado de 44 concessões, totalizando 15,3 mil km de linhas de transmissão, incluindo 804 km em desenvolvimento.

01
Visão Geral da Companhia

No Brasil, o setor de transmissão é caracterizado por contratos de longo prazo, receita regulada e baixa exposição ao risco de volume, já que a remuneração independe da carga transportada. Esse modelo garante previsibilidade e estabilidade ao fluxo de caixa, reforçada por reajustes anuais indexados à inflação.

Trata-se de um negócio de baixo risco operacional e elevada margem EBITDA, sendo que os maiores desafios ocorrem na fase de construção das linhas, quando há riscos relacionados à obtenção de licenças ambientais, questões fundiárias e eventuais atrasos.

Estrutura Societária

A TAESA possui estrutura acionária composta por CEMIG (21,7%), ISA Energia (14,9%) e Mercado (63,4%). As 44 concessões estão segregadas em 14 concessões na holding, 11 investidas integrais e 19 participações (ETAU e os grupos AIE e TBE).

Resumo Operacional

Indicador Valor
Ativos 44 concessões (14 na holding, 11 investidas, 19 participações)
Extensão 15.319 km de linhas de transmissão (804 km em construção)
Geografia Presente em 18 Estados e Distrito Federal
Prazo Médio das Concessões ~14 anos
Disponibilidade 9M25 99,93%
RAP Ciclo 2025/26 R$ 4,4 bilhões (R$ 4,0 bi operacional + R$ 0,4 bi em construção)

Pontos Fortes

  • Modelo de negócio resiliente: receita regulada, contratos de longo prazo e baixa exposição ao risco de volume
  • Elevada margem operacional: margem EBITDA de 84,5% no 9M25
  • Portfólio diversificado: presença em 18 estados e 44 concessões
  • Experiência consolidada: mais de 20 anos de operação no setor
  • Pipeline de investimentos: projetos adicionam R$ 527,8 milhões à RAP
  • Indenizações potenciais: ~R$ 3,0 bilhões em ativos não amortizáveis

Pontos de Atenção

  • Ciclo intenso de investimentos: CAPEX de R$ 2,1-2,6 bilhões até 2027
  • Política de dividendos: R$ 5,2 bilhões distribuídos entre 2021-24
  • Alavancagem elevada: 4,5x no 3T25 (consolidado)
  • Risco de execução em novos projetos: licenciamento e questões fundiárias
  • 44,4% da RAP expira entre 2030-2033, exigindo recomposição de portfólio
02
Desempenho Operacional 3T25

Índice de Disponibilidade

O índice de disponibilidade mede o tempo em que as linhas ficam disponíveis em relação ao número de horas contidas em 1 ano (8.760 horas), por trechos de 100km. A TAESA apresenta histórico consistente de alta disponibilidade, com 99,93% no 9M25, demonstrando excelência operacional.

Parcela Variável (PV)

A PV contabilizada no 9M25 foi de R$ 5,8 MM, equivalente a apenas 0,28% da Receita de Transmissão do período, representando uma melhora significativa de 82,3% em relação ao 9M24. A penalidade regulatória máxima é limitada a 12,5% da RAP, o que restringe o impacto financeiro de potenciais desafios operacionais.

Evolução do Índice de Disponibilidade (%)
99,96% 2016
99,97% 2017
99,94% 2018
99,90% 2019
99,88% 2020
99,86% 2021
99,95% 2022
99,85% 2023
99,65% 2024
99,93% 9M25

Ciclo RAP 2025-2026

Em julho de 2025, a ANEEL publicou a Resolução Homologatória 3.481/2025 estabelecendo as RAPs para o ciclo 2025-2026. As concessões ajustadas pelo IGP-M sofreram reajuste de +7,03% e as ajustadas pelo IPCA de +5,32%. A RAP operacional da TAESA para o ciclo 2025-2026 ficou em R$ 4,0 bilhões, crescimento de 8,7% em relação ao ciclo anterior.

03
Desempenho Econômico-Financeiro

Receita Líquida

A Receita Líquida Regulatória no 3T25 alcançou R$ 650,5 MM, 9,8% maior que o 3T24, explicada principalmente pela entrada em operação de Pitiguari e dos reforços da Novatrans, redução da Parcela Variável, além do reajuste positivo do IGP-M e IPCA no ciclo RAP 2025-2026.

R$ 650,5 MM
Receita Líq. 3T25
+9,8% vs 3T24
R$ 548,8 MM
EBITDA 3T25
+12,6% vs 3T24
84,4%
Margem EBITDA 3T25
+2,1pp vs 3T24
R$ 323,3 MM
Lucro Líquido 3T25
+5,2% vs 3T24

Custos e Despesas (OPEX)

Os custos de PMSO no 3T25 somaram R$ 101,7 MM, registrando queda de 3,1% na comparação anual. A redução é motivada por eventos não recorrentes, compensados em parte pelo reajuste salarial via acordo coletivo (+5,32% IPCA) e aumento de gastos com consultorias estratégicas.

Custos e Despesas (R$ MM) 3T25 3T24 Var.% 9M25 9M24 Var.%
Pessoal (66,4) (63,9) 3,9% (192,4) (192,5) 0,0%
Material (2,5) (2,5) -2,7% (5,9) (5,8) 0,5%
Serviço de terceiros (30,5) (25,9) 17,6% (74,3) (73,5) 1,0%
Outros (2,4) (12,6) -81,4% (17,0) (26,7) -36,2%
Total PMSO (101,7) (105,0) -3,1% (289,5) (298,5) -3,0%

EBITDA e Margem EBITDA

O EBITDA Regulatório do 3T25 atingiu R$ 548,8 MM, 12,6% maior que o 3T24. A margem EBITDA de 84,4% representa expansão de 2,1pp, reflexo da alavancagem operacional do negócio de transmissão.

Composição do EBITDA Regulatório 9M25 (Proporcional)

EBITDA Total: R$ 2.244,8 MM | Margem: 86,5%

TAESA 70,4%
TBE 18,5%
AIE 10,0%
1,1%
TAESA: R$ 1.580,1 MM (Mg. 84,5%)
TBE: R$ 416,0 MM (Mg. 90,6%)
AIE: R$ 223,5 MM (Mg. 94,4%)
ETAU: R$ 25,2 MM (Mg. 85,8%)

Resultado Financeiro

A despesa financeira líquida totalizou R$ 227,0 MM no 3T25, 7,8% maior que o 3T24, resultado do aumento da dívida líquida, alta do CDI e custo real da dívida. As receitas financeiras aumentaram 97,4% devido ao maior caixa médio e CDI mais elevado (+3,65% no 3T25 vs +2,59% no 3T24).

Lucro Líquido

O Lucro Líquido Regulatório somou R$ 323,3 MM no 3T25, crescimento de 5,2% vs 3T24. No 9M25, o lucro foi de R$ 811,0 MM, alta de 2,5% na comparação anual, demonstrando resiliência operacional apesar do ambiente de juros elevados.

Dividendos e Proventos

O Conselho de Administração aprovou distribuição de proventos do 3T25 no montante de R$ 323,3 MM (R$ 0,94/Unit), sendo R$ 144,5 MM em JCP e R$ 178,8 MM em dividendos intercalares, equivalente a 100% do lucro líquido regulatório do trimestre. Pagamento em 28 de janeiro de 2026.

Nos últimos anos, a TAESA apresentou um consumo de caixa expressivo, resultado dos investimentos realizados (R$ 4,6 bilhões entre 2021 e 2024) e de uma política de dividendos mais agressiva (R$ 5,2 bilhões em 2021–2024), o que acabou elevando a pressão sobre o endividamento. No 3T25, a dívida líquida alcançou R$ 9,3 bilhões e a alavancagem ficou em 4,5x. Considerando também as controladas, a dívida líquida atingiu R$ 12,2 bilhões, com alavancagem de 4,1x. Apesar desse patamar mais alto ser visto como temporário, a expectativa é que a alavancagem comece a cair gradualmente a partir de 2027, conforme os projetos em construção entrem em operação, em conjunto com uma condução financeira mais conservadora.

04
Estrutura de Capital e Endividamento

No 3T25, a Dívida Bruta da Companhia totalizou R$ 10.459,6 MM, 0,5% maior que o trimestre anterior. O caixa atingiu R$ 1.113,6 MM (+23,4% no trimestre), resultando em dívida líquida de R$ 9.346,0 MM (-1,7% vs 2T25).

R$ 10,5 bi
Dívida Bruta
TAESA Consolidado
R$ 9,3 bi
Dívida Líquida
4,5x EBITDA
R$ 13,3 bi
Dívida Bruta Prop.
Incl. Coligadas
4,1x
Alav. Proporcional
Dív. Líq./EBITDA

Composição da Dívida por Indexador

Abertura da Dívida Bruta: R$ 13,3 bilhões (Proporcional)
CDI 32%
IPCA 66%
2%
CDI: 32%
IPCA: 66%
IGP-M: 2%

Cronograma de Amortização (R$ milhões)

Perfil de Vencimentos vs Caixa Disponível
1.113 Caixa
1.394 < 1 ano
3.941 1-3 anos
399 3-5 anos
7.593 > 5 anos
Dívida por Empresa (R$ MM) Dívida Bruta Caixa Dívida Líquida
TAESA 10.459,6 1.113,6 9.346,0
ETAU (75,6%) 0,0 7,6 (7,6)
TBE (49,99%) 1.331,2 98,1 1.233,1
AIE (50%) 1.537,8 133,2 1.404,7
Total Proporcional 13.328,6 1.352,4 11.976,2
05
Pipeline de Investimentos

A TAESA possui 4 empreendimentos de grande porte em construção com investimento total ANEEL de R$ 4,3 bilhões e RAP de R$ 490,7 MM (ciclo 2025-2026), além de 6 reforços de grande porte com CAPEX ANEEL de R$ 393,9 MM e RAP autorizada de R$ 71,5 MM.

CAPEX 9M25

No 9M25, a Companhia investiu R$ 1.297,1 MM, crescimento de 89,8% vs 9M24 (R$ 683,5 MM). O aumento deve-se principalmente aos maiores investimentos em Tangará, Ananaí e Saíra (2ª fase) e nos reforços de ATE, São Pedro e ATE III.

Status dos Projetos Greenfield

Projeto Extensão / Localização RAP (R$ MM) CAPEX ANEEL Prazo ANEEL Avanço Físico Status
Ananaí 363 km / SP e PR 171,1 R$ 1.750 MM mar/27
66,9%
Em construção
Tangará 279 km / MA e PA 108,3 R$ 1.117 MM mar/28
85,1%
Em construção
Saíra (2ª fase) 743 km / RS e SC 191,7 R$ 1.176 MM mar/28
88,8%
Em construção
Juruá 1,2 km / SP 19,6 R$ 244 MM jun/28
7,9%
Em construção

Premissas de Antecipação e Eficiência

Antecipação vs Prazo ANEEL

  • Ananaí: 10 a 12 meses
  • Tangará: cerca de 24 meses
  • Saíra (2ª fase): cerca de 24 meses
  • Juruá: 6 meses (limite do edital)

Eficiência de CAPEX vs ANEEL

  • Ananaí, Tangará e Saíra: média de 15%
  • Juruá: mais que 25%
  • Juruá: 80% do CAPEX em equipamentos
  • Juruá: Margem EBITDA acima de 90%

Vencimento das Concessões Vigentes (% da RAP 2025/26)

Vencimento das Concessões Vigentes (% da RAP ciclo 2025/26)
44,4% da RAP 2025/26 está concentrada em concessões que expiram até 2032. RAP 2025/26: R$ 4,4 bilhões
28,4%
2030
6,2%
2031
9,9%
2032
5,0%
2034
5,7%
2035
2,9%
2036
2,4%
2038
0,2%
2039
0,3%
2042
3,8%
2043
4,1%
2046
17,3%
2047
2,1%
2049
4,4%
2052
6,8%
2053
0,4%
2054

Apesar de a companhia não ter vencimentos de concessões no curto prazo, parte relevante do portfólio começa a expirar entre 2030 e 2033 (período que representa 44,4% da RAP do ciclo 25/26). Com isso, a manutenção do nível atual de receitas (ou seu crescimento) passa a depender da conquista de novos lotes em leilões de transmissão e da execução de projetos de reforços e melhorias nos ativos existentes. Nesse contexto, a participação frequente da empresa nos leilões mais recentes indica uma estratégia clara de recomposição e renovação do portfólio.

Como resultado desse movimento, a TAESA se aproxima do fim de um ciclo mais intenso de investimentos, impulsionado pelos leilões vencidos nos últimos anos. Para o período de 2025 a 2027, a companhia projeta desembolsos entre R$ 2,1 e R$ 2,6 bilhões em projetos greenfields e melhorias. No 9M25, já foram investidos R$ 1,3 bilhão — o que sugere, no cenário atual, uma necessidade adicional de até R$ 1,3 bilhão ao longo dos próximos dois anos.

O pipeline vigente deve acrescentar cerca de R$ 527,8 milhões à RAP, contribuindo para reforçar a geração de caixa no médio prazo e mitigar parcialmente uma eventual redução de receita mais adiante. Além disso, segundo a Moody’s, a empresa estima receber aproximadamente R$ 3,0 bilhões em indenizações por ativos não amortizáveis caso essas concessões não sejam renovadas — um valor que, embora não substitua a receita recorrente de longo prazo, pode representar uma entrada relevante de caixa.

06
Análise de Pares – Transmissoras de Energia

Comparativo com as principais transmissoras de energia do Brasil, considerando apenas o braço de transmissão para os conglomerados de energia (exceção às métricas de endividamento, onde são considerados os conglomerados inteiros). Para TAESA, considera-se sua participação proporcional em coligadas.

RAP – Receita Anual Permitida (R$ bilhões)

4,40
4,10
Taesa
6,37
6,29
ISA Energia
1,21
0,86
CPFL Transmissão
0,83
0,77
Engie Transmissão
Ciclo 2025-26
Ciclo 2024-25
Parcela Variável / RAP (%)
Taesa
0,28%
0,51%
ISA Energia
0,20%
0,20%
CPFL Transmissão
1,18%
0,83%
Engie Transmissão
0%
0,04%
3T25
2T25
Margem EBITDA (%)
Taesa
84,5%
84,0%
ISA Energia
82,9%
76,8%
CPFL Transmissão
68,3%
74,0%
Engie Transmissão
40,9%
60,2%
3T25
2T25

Dívida Líquida e Alavancagem

Dívida Líquida (R$ bilhões) e Alavancagem (Dívida Líquida/EBITDA)
13,3
13,3
4,1x 4,1x
Taesa
12,9
12,8
3,4x 3,4x
ISA Energia
28,7
27,3
2,2x 2,1x
CPFL Transmissão
24,5
21,6
3,2x 2,9x
Engie Transmissão
3T25
2T25
X,Xx Alavancagem 3T25
X,Xx Alavancagem 2T25

Posicionamento Competitivo

Vantagens Competitivas TAESA

  • Maior margem EBITDA do setor (84,5%)
  • Segunda maior RAP entre pure-plays de transmissão
  • Significativa melhora na PV (0,51% → 0,28%)
  • Histórico de execução comprovado em projetos complexos
  • Diversificação geográfica (18 estados + DF)

Pontos de Atenção

  • Maior alavancagem entre pares (4,1x vs média 2,9x)
  • 44% da RAP vence até 2032
  • Menor escala vs ISA Energia (líder em RAP)
  • Política de dividendos elevados pressiona desalavancagem
  • Exposição a risco de renovação de concessões
07
Matriz de Riscos e Mitigantes
1) Indisponibilidade dos Ativos
Risco

A receita regulatória depende da disponibilidade das linhas de transmissão. Em caso de indisponibilidade, a companhia pode ser penalizada via Parcela Variável (PV), impactando negativamente sua receita operacional líquida.

Mitigante

A penalidade regulatória máxima é limitada a 12,5% da RAP. A TAESA apresenta histórico consistente de alta disponibilidade (média de 99,8%), sustentado por manutenção preventiva e sistemas de monitoramento em tempo real. No 9M25, a PV representou apenas 0,28% da receita.

2) Riscos Pré-operacionais
Risco

O principal risco está na fase pré-operacional, quando os projetos dependem da obtenção de licenças ambientais, autorizações fundiárias e execução das obras dentro do cronograma. Atrasos podem postergar a entrada em operação e impactar a geração de receita (RAP).

Mitigante

A TAESA é uma das maiores e mais consolidadas transmissoras do Brasil, com histórico comprovado de execução eficiente. Equipes especializadas em gestão socioambiental e engenharia garantem conformidade regulatória. Os projetos atuais (Ananaí, Tangará, Saíra) já avançaram significativamente, com licenças obtidas e obras em andamento.

3) Alavancagem Elevada
Risco

A companhia mantém elevadas taxas de pagamento de dividendos e executa plano de expansão significativo, gerando consumo de caixa e avanço da alavancagem para 4,5x no 3T25 (consolidado) e 4,1x considerando proporcionalmente as coligadas.

Mitigante

Margens EBITDA altas (80-85%) garantem forte geração operacional de caixa. A maior parte da dívida é de longo prazo, atrelada a debêntures no mercado local com vencimentos espaçados e custo indexado à inflação (compatível com a receita). Espera-se redução gradual da alavancagem a partir de 2027 com entrada em operação dos novos projetos.

4) Vencimento de Concessões
Risco

A TAESA não enfrenta vencimentos no curto prazo – nenhuma concessão expira antes de 2030. Contudo, 44,4% da RAP está concentrada em concessões que vencem entre 2030-2033. Se não renovar ou não vencer novas licitações, pode haver perdas significativas de receitas.

Mitigante

A empresa investe em novos projetos e participa ativamente de leilões de transmissão. Caso não consiga renovar concessões, a Moody's destaca que a companhia estima ter direito a indenizações de ~R$ 3,0 bilhões em ativos não amortizáveis, que embora não substituam a receita de longo prazo, representariam ingresso de caixa significativo.

08
Conclusão e Perspectiva

Visão de Crédito

O perfil de crédito da TAESA combina um negócio de baixo risco, elevada previsibilidade de receitas e posição estratégica no segmento de transmissão, com desafios temporários relacionados ao ciclo de investimentos e à política de dividendos.

Os resultados do 3T25 demonstram a resiliência do modelo de negócios: receita líquida cresceu 9,8%, EBITDA avançou 12,6% com margem de 84,4%, e o lucro líquido subiu 5,2% mesmo em ambiente de juros elevados. A disponibilidade operacional de 99,93% e a PV de apenas 0,28% da receita evidenciam a excelência operacional.

A expectativa é de normalização das métricas financeiras após a entrada em operação dos projetos em construção (Ananaí, Tangará, Saíra e Juruá), com redução gradual da alavancagem a partir de 2027. O pipeline adiciona R$ 527,8 milhões à RAP, fortalecendo a geração de caixa no médio prazo.

Monitoramos a participação da companhia nos próximos leilões e a evolução das discussões regulatórias sobre renovação de concessões vincendas a partir de 2030.

PERSPECTIVA ESTÁVEL

Principais Indicadores Consolidados

Indicador 3T25 3T24 Var.% 9M25 9M24 Var.%
Receita Líquida Reg. (R$ MM) 650,5 592,5 +9,8% 1.869,7 1.748,1 +7,0%
EBITDA Reg. (R$ MM) 548,8 487,6 +12,6% 1.580,1 1.449,6 +9,0%
Margem EBITDA (%) 84,4% 82,3% +2,1pp 84,5% 82,9% +1,6pp
Lucro Líquido Reg. (R$ MM) 323,3 307,3 +5,2% 811,0 790,8 +2,5%
Dívida Líquida (R$ MM) 9.346,0 (TAESA) | 11.976,2 (Proporcional) -
Dív. Líquida/EBITDA (x) 4,5x (TAESA) | 4,1x (Proporcional) -